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11 de dez. de 2015

Primeiras impressões morando fora.

Hoje tenho três convidados especiais falando sobre as primeiras semanas morando fora, quais foram os sentimentos, situações e medos que ficaram marcados.


Jéssica Philippsen - Atualmente morando na Nova Zelândia


No meu ponto de vista mudar de país é complicado por vários fatores.
Eu vim pra Nova Zelândia com working holiday. Eu vim com pouca grana e por isso o meu desespero por emprego logo de cara foi grande.
No começo foi tudo muito difícil, principalmente porque eu não falava bem inglês. Falava apenas o meu nome e o que eu achava que sabia, na verdade eu não sabia, pois o sotaque daqui é muito diferente do inglês que eu aprendi na escola.
Eu senti muita dificuldade em entender as pessoas e no começo eu entrei em pânico e achei que eu não fosse passar do primeiro mês aqui do outro lado do mundo. Muiiitas lágrimas rolaram nessa fase de adaptação. O que facilitou um pouco foi que eu tinha o meu primo morando aqui e logo me envolvi com brasileiros que me deram muito suporte e também comecei a namorar. Me ajudaram com emprego e tudo mais no que eu precisava. Eu também soube me virar bem com as mímicas., claro. rs
Enfim... Aprendi um pouco do inglês e as coisas ficaram um pouco melhor.
A parte mais difícil em relação a saudade são principalmente em datas comemorativas, tais como dia das mães, dia dos pais, aniversário de alguém da minha família. Com o tempo eu fui driblando muito bem a saudade. A minha passagem de retorno pra casa eram em três meses, depois passou pra um ano até que... Ela não existiu mais. 
Aqui estou a 1 ano, 9 meses e 2 dias e agora eu posso dizer que a saudade é demaaais. Tem horas que eu penso em comprar passagem pro Brasil na mesma hora e voltar pra casa.
Eu sinto muita saudades de estar com a minha família, eu vejo o tempo passar, as coisas acontecerem e eu aqui, longe de tudo e todos. Todos os dias eu venho me perguntando se tudo isso está valendo a pena. Será que vale a pena você começar uma nova vida longe da sua família? 
Hoje em dia eu fico muito dividida entre ficar aqui ou retornar ao Brasil. A saudade cresce a cada dia que passa e tem horas que eu penso que não vou aguentar. A saudade ficou ainda mais forte quando a minha mãe veio me visitar e retornou ao Brasil. 
O começo foi mais fácil pra mim, tudo era novo, tudo era diferente e eu estava desfrutando, mas hoje em dia eu já não sei mais. 
Enquanto isso, eu vou seguindo dia após dia e de coração aberto pro que der e vir.
O que acalma ou me deixa ainda mais saudosa é saber que em junho eu vou passar férias no Brasil. Quero que os dias passem rápido. Não vejo a hora de pousar em POA, abraçar a minha família e estar no meu quarto.
Tic tac, tic tac... E o som do relógio me enlouquece.

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Vinícius Bley Rodrigues - Atualmente morando na Alemanha


Olá!
Tenho o imenso prazer em escrever para o blog da Beth, sobre as minhas primeiras impressões vivendo fora do Brasil. Primeiramente vou me apresentar e dizer onde estou morando: sou Vinícius, gaúcho, morador oficialmente recente“ (me registrei como morador a poucos dias, apesar de ter chegado aqui em meados de setembro) de Harkebrügge (não se preocupem! se pronuncia assim: Rárquebruegue), no estado da Niedersachsen (baixa saxônia), na Alemanha.
Estou morando temporariamente com meus parentes, sendo que em troca eu os ajudo nas tarefas diárias, seja em casa ou no galpão dos cavalos. Estou procurando emprego e já fiz algumas entrevistas (ansioooso…), tenho conta em banco, enfim aos poucos estou me acostumando com o jeito germânico.
Eu tomaria um tempo muito grande das pessoas descrevendo o que me levou a sair do Brasil, desde antes da viagem, os preparativos… o medo que eu tive, no aeroporto, da vida nova que eu teria… e o que foram os meus primeiros dias e o que vem sendo até agora.
O ponta pé inicial dessa minha empreitada num país muito diferente do Brasil foi o meu desejo de aliar o desbravamento de nova experiências e fazer um mestrado. O que definiu para onde eu iria foi o fato de eu ter a cidadania alemã (prost!) e de eu ter parentes que não emigraram para o Brasil no período entre as grandes guerras mundiais. Com esse suporte, me senti confiante em iniciar essa doideira que é sair da zona de conforto da casa dos pais haha.
Bueno, primeiramente cheguei aqui no meio de um onda de refugiados sírios, em vista aos conflitos internos lá. Pensem, eu sou moreno claro, com barba, cabelo e olhos escuros… muita gente pensou que eu era um refugiado sendo abrigado pelos meus parentes. Uns se solidarizaram e perguntaram se eu não precisava de um emprego haha. Na realidade preciso sim, mas preciso estudar também. As pessoas aqui tem dificuldade em dizer de onde venho, em vista que eu sou muito branco pra ser árabe, tenho a cara muitas vezes vermelha por causa do frio, coisa que pouca gente fora do centro-norte da Europa tem. Enfim, preciso sempre dizer de onde venho, pois Brasil é uma das últimas alternativas que eles pensam.
Além da minha aparência, que por momentos é vista como “exótica”, ou com desconfiança, percebo que a língua, o jeito de se expressar influencia enormemente na aceitação social. Em ambientes onde o tratamento é mais formal, nem sempre falar inglês é a melhor solução. Tive um caso na Oktoberfest em Munique, onde uma guria que estava na mesma tenda que eu, teve problemas com as coisas da reserva dela (roupas de cama fornecidas pelo camping/hostel), pois outra brasileira de má fé roubou e a culpa recaiu sobre ela que nada tinha feito além de reservar as camas. Pois bem, sob o olhar dos donos do camping ela era a responsável pelo ocorrido e deveria se explicar. Ela tentou no melhor inglês que ela podia, porém os atendentes estavam sob stress e logo descarregaram o famoso azedume alemão nela. Eles retiveram o passaporte dela e ela tinha um voo horas depois. Pensei em ajudar e conversei calmamente em alemão: comecei com um com licença “(Entschuldigen Sie bitte), argumentei com por favor“ (bitte!) e terminei com obrigado!“(danke). Enfim, respeitei as normas sociais de tratamento deles, falei na língua deles e mantive a calma… resultado: a guria recebeu de volta o seu passaporte, e não ficou com fama de pessoa de má fé.
É muito importante ressaltar que aqui, esse azedume se deve ao número elevado de pessoas que exigem que todo mundo fale inglês, pois a língua alemã é muito difícil. Muitas pessoas pedem coisas em inglês sem por favor ou com licença, em troca recebem um coice do(a) vivente.Aqui é necessário saber ser educado sem bajular, ser franco e não dar jeitinho nas coisas, caso contrário a coisa o de ficar feia. rsrs.
Além da linguagem e como me expressar, notei o senso de justiça das pessoas de uma maneira geral. Ser justo significa que tu estás sendo correto e ajudado as coisas fluírem pelo melhor caminho. em outras palavras, eles detestam desordem. DETESTAM, ODEIAM! preferem também que tu perguntes, em qualquer ocasião que a situação exige um entendimento mútuo, ou seja, querem as coisas bem claras. Limpo no limpo, elas por elas.
Apesar da ordem social ser fundamental aqui na Alemanha, muitos problemas surgem quando tudo é quase que totalmente “perfeito” tais como alcoolismo, excessos dos mais diversos tipos, suicídios, chauvinismo (sim, aquele velho chauvinismo prussiano ainda fica encrustrado em alguns seres), etc. Fora isso de uma maneira geral as pessoas são amáveis e quando dizem que vão te ajudar, elas ajudam mesmo! Adoram ver e fazer as pessoas felizes, gostam do contato com a natureza e tem uma baita responsabilidade com os cães, pois nem um é visto perambulando pela cidade sem rumo.
Em relação ao Brasil, as boas coisas da minha terra natal estarão sempre comigo, nas minhas lembranças e sentimentos. Seja aqui ou em outro lugar eu vou levar sempre as melhores impressões comigo, de forma que o que foi bom, permaneça.     

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Marcela Casimiro - morou na Holanda por um ano.


Quando eu cheguei na Holanda, logo me assustei com tudo tão novo, ainda mais porque eu não falava inglês e também entendia pouco. Demorou 15 dias para eu perder a vergonha e começar a falar. Me lembro que eu estava tão assustada que no caminho do aeroporto pra casa da host family eu queria voltar para a minha casa.
Eu chorava bastante no começo, principalmente quando falava com a minha mãe pelo telefone.
Acho que era só medo mesmo, o tempo foi passando, eu comecei a me comunicar, fiz algumas viagens, e não me esqueço no dia que eu fui pra Utrecht e andei numa rua que eu sempre passava e dessa vez achei tudo tão lindo, foi quando eu percebi que os três meses da adaptação tinham passado.
Fazia exatamente três meses que eu estava lá, e parece que foi mágica, eu comecei a ver tudo diferente e passei a amar estar lá.
Meu conselho é que se no começo estiver difícil a adaptação não desista porque melhora - e muito
Toda mudança dói, mesmo aquelas que nós tanto ansiamos, como era meu caso.


Bom final de semana para todos.

28 de out. de 2015

Vida de ex au pair.

Hoje eu pedi para algumas amigas responderem perguntas sobre como foi a vida de au pair e o que elas fazem hoje em dia. Quando eu estava decidindo a ir viajar, eu sempre me questionava se ser au pair acrescentaria algo na minha vida, então espero que ajude as meninas que estão nesse processo.

Livia Camargo

Foi au pair em qual país?
Fui au pair em Arlington-VA, Estados Unidos, no período de 2011/2012.

O que você aprendeu sendo au pair?
Eu não consigo mensurar o que aprendi sendo au pair pois foi um aprendizado que levarei pra vida toda. Esse período me fez ser alguém sem medos. Uma pessoa que consegue se virar em qualquer 
lugar do mundo e enfrentar as situações com mais desprendimento e maturidade
.

O que você faz hoje em dia?
Hoje sou professora de inglês (formação inicial: bióloga- ninguém nasce com o sonho de ser professora de inglês, você se torna uma. E é uma profissão que possibilita mudanças de cidade com menos dificuldades. Em todo lugar encontramos muitas pessoas precisando aprender inglês!)

Recomenda o programa?
Recomendo o programa com certeza!

Escolha uma foto que represente o seu ano como au pair.


Marta A. Fujita

Foi au pair em qual país?
Eu fui au pair na Holanda.

O que você aprendeu sendo au pair?
Neste 1 ano que eu fui au pair eu aprendi a lidar com pessoas muito diferentes , com outra cultura e outros costumes. Acho que esse foi o maior aprendizado que eu tive.

O que você faz hoje em dia?
No presente momento estou procurando emprego, mas sou formada em química.

Recomenda o programa?
Eu recomendo o programa, pois acho que para mim foi bom. Eu aprendi muita coisa e amadureci bastante nesse ano.

Escolha uma foto que represente o seu ano como au pair.



Karin Reple

Foi au pair em qual país?
Fui au pair na Holanda em 2008.

O que você aprendeu sendo au pair?
Aprendi que para ser feliz depende somente de si próprio e da forma como encara a vida, aprendi a fazer valer minhas vontades, planos e desejos dizendo não para algumas coisas e fazendo acontecer outras. E por fim aprendi que dinheiro não é problema é solução!

O que você faz hoje em dia?
Atualmente trabalho com Recursos Humanos em uma indústria multinacional.

Recomenda o programa?
Sim, é um intercambio fantástico para autoconhecimento e desenvolvimento, aperfeiçoamento da língua e para viajar e conhecer novas culturas!

Escolha uma foto que represente o seu ano como au pair.


Marcela Casimiro

Foi au pair em qual país?
Na Holanda durante um ano, entre 2009 e 2010.

O que você aprendeu sendo au pair?
A ser flexível, a conviver com as às diferenças. Um novo idioma, a me virar sozinha em diversas situações da vida, que a saudade dói, mas é totalmente administrável, também aprendi a amar crianças. rs

O que você faz hoje em dia?
Eu sou assistente financeira na Embraer, multinacional na minha cidade natal. Eu consegui o estágio nessa empresa 6 meses depois que voltei para o Brasil e o intercâmbio foi fundamental para eu consegui-lo.

Recomenda o programa?
Eu super recomendo o programa.

Escolha uma foto que represente o seu ano como au pair.



Karina Alves Melo

Foi au pair em qual país?
Fui au pair na Bélgica em 2010 e na Holanda em 2013

O que você aprendeu sendo au pair?
Na Bélgica eu aprendi o que eu queria para a vida, e que o jeito como todos levam a vida no Brasil era muito diferente da que eu queria. Eu queria qualidade e liberdade, e esse foi o motivo que me fez encarar o segundo ano de au pair na Holanda. Sentia muita falta de andar sem medo, planejar viagens com pouca grana, me virar sozinha, ouvir mil línguas e conhecer gente de todo canto do mundo.
Na Holanda aprendi a rever meus conceitos e a recomeçar a vida do zero, a sentir medo mas não ser paralisada por ele. Na Holanda conheci o amor, comecei a realizar muitos sonhos e a me reinventar.
Ah. Na Holanda aprendi a amar o Brasil haha. Voltei deslumbrada com a Europa depois do primeiro ano, acho que seja normal até.... Mas depois de um tempo morando fora reconheci tudo de bom que tenho, o privilégio de ser pernambucana e ter tanta coisa linda.

O que você faz hoje em dia?
Hoje em dia moro na Holanda, estudo e estou me preparando pro mestrado

Recomenda o programa?
Recomendo o programa, mas acho que não é para qualquer pessoa. Tem que ter ciência que au pair é um ano onde tudo é novo e também difícil. Já vi muita menina reclamando de saudade da família, namorado, e honestamente acho que isso é perder tempo. Vai ser o melhor ano da sua vida, então tem que se jogar de cabeça sem olhar para trás.

Escolha uma foto que represente o seu ano como au pair.



Laura Conter

Foi au pair em qual país?
Holanda.

O que você aprendeu sendo au pair?
Aprendi a respeitar e a admirar a diferença cultural.

O que você faz hoje em dia?
Parapsicologia e dou aula de kundalini yoga.

Recomenda o programa?
Sem dúvidas. Vale cada centavo e cada dia vivido.

Escolha uma foto que represente o seu ano como au pair.



Espero que tenham gostado.
Beijos.

27 de out. de 2015

Vamos falar de Lisboa?

Hoje é dia de convidada especial, a Natalia Pery vai falar sobre Lisboa e já adianto: você vai morrer de vontade de ir a Portugal:

Viver em Lisboa foi, sem dúvida, uma das experiências mais surpreendentes que já tive.

Aquela coisa de turista brasileiro, que acha que Portugal é igual ao Brasil, que se não fala outro idioma, é porque não tem graça. Desde o sotaque, às piadas de mau gosto, duvidando do intelecto dos, tão queridos, portugueses.

Seu preconceito será desmistificando logo de primeira na linda, romântica e cheirosa Lisboa.

“O viajante segue pelos torcidos becos, este em cujas casas de um e outro lado quase os ombros tocam, e lá em cima o céu é uma frincha entre beirais que um palmo mal separa […] e vê que não faltam flores nas janelas, gaiolas e canários dentro […].” 
Trecho do livro Viagem a Portugal, de José Saramago.


Desde a arquitetura romântica Pombalina (de Marquês de Pombal) e azulejos espalhados por todos os cantos nas construções, até os doces maravilhosos das pastelarias mais tradicionais, Lisboa não deixa a desejar em nenhum aspecto.

Vista para o rio Tejo - Lisboa.

O atendimento em todos os lugares é muito gentil e cordial. Estão sempre prontos a ajudar qualquer turista ou estrangeiro perdido.

Para quem veio a passeio, listo aqui abaixo, os principais pontos de turismo do tipo Must Go.

    Castelo de São Jorge: Monumento histórico do séc. XIV que serviu de abrigo para provisoes militares e para vigia da cidade, devido ao seu posicionamento privilegiado. Pesquisas arqueológicas dizem que a área é ocupada desde a Idade do Ferro a aproximadamente 200 a.C.

Castelo de São Jorge - Lisboa

    Igreja da Sé: Igreja construída em 1150. É um interessante monumento com estilos misturados, do gótico ao românico. Abriga tesouros, antigos manuscritos e relíquias de São Vicente.

    Baixa e Chiado: Aqui é onde se pode sentir a Lisboa antiga, com muitos exemplos de arquitetura gótica e manuelina. Na baixa, é onde encontramos os mais conhecidos pontos turísticos como a Praça do Comércio, Elevador de Santa Justa, Convento do Carmos, entre outros citados abaixo.

Com Fernando Pessoa, Largo do Chiado, Lisboa, Portugal.

    A Praça do Comércio: Localizada na estação de metrô Terreiro do Paço. Lugar de acontecimentos históricos muito importantes, é onde embarcou e desembarcou famílias reais para o Brasil, Índia, países da África entre outros lugares. Além de ser palco de inúmeras passeatas e protestos ao longo dos séculos.

Terreiro do Paço (Praça do Comércio), Lisboa, Portugal.

    Elevador de Santa Justa: Localizado na Baixa de Lisboa. Este elevador foi construído pelo arquiteto francês Raoul Mesnier du Ponsard no séc. XIX que aplicou novas técnicas de mecânica já utilizadas na França. De lá de cima, tem-se uma linda vista.

    Convento do Carmo: Também na Baixa. Este convento de 1389 de estilo gótico foi atingido pelo terremoto de 1755. Parte do convento não foi restaurada até os dias de hoje e se encontra em ruínas.

    Miradouro da Graça: Miradouro da cidade que possui uma linda vista para o bairro da Alfâma, o Castelo de São Jorge, e o Tejo ao fundo.


    Lisbon Story Center: Localizado na Praça do Comércio. É um museu completo para recontar a história da cidade e os fatos mais importantes. Equipado com alta tecnologia audiovisual, este espaço faz inclusive uma simulação do terremoto de 1755.

    Elétrico 28: É o famoso bondinho que vemos nas fotos típicas de Lisboa. Ele passa na praça Luís de Camões, no bairro alto, e faz um caminho bem interessante e bonito pela cidade. Vale a pena entrar só para ficar admirando as paisagens pela janela.


    Bairro Alto: Fica na estação Baixa e Chiado, com a saída para a parte de cima. Este é o bairro pra quem gosta da noite. É o lugar dos bares e baladas de Lisboa. O interessante é ver que, principalmente no verão, as pessoas ficam pelas ruas, e não dentro dos bares. Não se paga pra entrar em quase nenhum deles, então, normalmente se compra uma bebida e sai pela rua pra caminhar e curtir.

Para os que querem descobrir lugares não tão turísticos, no bairro alto, perguntem para os mais jovens pela Associação de Loucos e Sonhadores. É um bar bem escondido e super interessante, onde se vê uma decoração old school e um pouco excêntrica.

Associação de Loucos e Sonhadores - Bairro Alto - Lisboa.

    Estação Oriente e o Oceanário: Ponto mais moderno de Lisboa. A estação Oriente de metrô já é uma atração devido à sua beleza. E o oceanário é dedicado não só para visitas de aproximação com a vida do oceano, como para pesquisas de biologia marinha e oceanografia.

Um descanso visual da linda antiguidade lisboeta, para um bairro mais moderno e com arquitetura contemporânea. Bairro do Oriente - Lisboa.

    Fundação Gulbekian: Fica na estação Praça de Espanha do metrô. É um museu de arte e história do acervo do colecionador armeno Calouste Sarkis Gulbekian, que legou seus pertences à cidade de Lisboa depois de sua morte.

    Bairro de Belém: Ah, que bairro lindo que é este! Aqui é onde vai encontrar a Torre de Belém, o Monumento aos Descobridores, o Mosteiro dos Jerónimos e a tão falada Pastelaria que vende os originais Pastéis de Nata (ou pasteis de belém, como falamos no Brasil), que são uma delícia mesmo, por sinal. Neste bairro tem que ficar um dia todo, pelo menos, para conseguir ver tudo. É muito gostoso ficar passeando a beira do Tejo, onde há vários restaurantes muito bons para quem gosta de aproveitar o clima com uma boa comida e vendo pessoas a velejar.


 Torre de Belém, em Belém, Lisboa, Portugal.


Fábrica dos Pastéis, Belém, Lisboa, Portugal.

Se for a Lisboa no verão, não pode deixar de viver a experiência lisboeta de comer caracóis tomando um belo copo de Sagres para acompanhar. É uma delícia!


Além de aproveitar os festivais Out Jazz nos parques e as praias lindas dos arredores da cidade.

Costa da Caparica - Lisboa.

Se vier no inverno, Lisboa ainda sim é linda. Esta é a cidade que tem 255 dias de sol por ano!

Mesmo com o frio, (em torno de 0 a 5º), é possível desfrutar uma noite de Fado, num belo restaurante, comendo e bebendo bem. Que isso sim se faz bem em Portugal!


Restaurante Vossamercê no Rocio.

A riqueza de frutos do mar na culinária portuguesa, bons vinhos e boa gente, fica difícil não ter uma experiência incrível.

Lisboa é daquele tipo de cidade que se vai sem qualquer expectativa, e se surpreende a cada esquina, a cada viela… É o sentimento de estar a todo o tempo na casa de sua avó que te dá todo o carinho, conforto e boa comida.


É do tipo de lugar que deixa saudade e boas lembranças e, com tantas semelhanças, deixa ainda uma curiosa vontade de voltar. :)

Escirito por: Natália Pery, designer e ilustradora. Trabalha com direção de arte e é apaixonada por Portugal.
Portfolio: cargocollective.com/nataliapery
Instagram @nataliapery

4 de jun. de 2015

WWOOF - Relatos.

Algum tempo atrás eu fiz um post sobre um tipo de intercâmbio chamado WWOOF, que significa World Wide Opportunities on Organic Farms, resumindo a história: você trabalha em troca de hospedagem e alimentação, tudo isso em uma fazendo orgânica! São cerca de 420 fazendas cadastradas em mais de 51 países, ou seja, tem muita opção, inclusive aqui no Brasil.
É ótimo para troca cultural, aprendizado sobre fazendas orgânicas, economizar uma grana para poder viajar mais, e muito mais.
Funciona mais ou menos assim:
escolha o país para onde deseja viajar, assim você será direcionado para o site WWOOF daquele país especifico.
faça o seu cadastro.
pague a taxa de inscrição, que não é muito caro, mais ou menos 30 dólares, mas isso depende do país escolhido, se você deseja viajar para mais de um país, terá que pagar a taxa desses outros países.
agora você verá o perfil das fazendas e poderá entrar em contato com as quais você se identificar, é importante você conversar bastante com o host, e ambos terem a certeza de que querem e esperam a mesma coisa. O tempo que vai ficar hospedado e no que vai trabalhar, vai depender muito, vai do acordo feito com o fazendeiro.

Não é um trabalho escravo! Você trabalhar entre 4 a 6 horas diárias, terá alimentação e hospedagem de graça, a principio é muito seguro, mas temos que conversar bem antes de ir.
Como eu ainda não tive essa experiência, eu fui atrás de pessoas que já viajaram através desse programa para escreverem relatos do que vivenciaram.

Flávia Corregio da Costa.
23 anos, psicóloga e WWOOFer.

"Descobri o WWOOF no fim de 2013 quando procurava uma maneira de viajar por alguns meses sem gastar o que eu não tinha. Estava no fim da faculdade de Psicologia e depois de cinco anos de estudo senti que conhecer novos continentes, países, línguas e culturas seria importante para mim antes que minha vida profissional tomasse conta de todo meu tempo. Primeiro decidi quanto tempo ficaria (3 meses) e depois comecei a pensar que países eu gostaria de viver por um tempo. No fim das contas os escolhidos foram Itália e França.

Após alguns meses de pesquisa, vários contatos com diversas fazendas e muita preparação eu embarquei sozinha para a Europa pela primeira vez para viver em lugares que eu nunca tinha ouvido falar e com famílias que meu maior contato havia sido por email.
Minha primeira parada foi na Itália em uma fazenda onde a maior parte da plantação são oliveiras centenárias. Além disso eles também tem uma horta de médio porte, uma pousada e são responsáveis pela manutenção das trilhas em montanhas da região onde muitas pessoas passam suas férias caminhando. Como eu cheguei no mês de março e o trabalho com a colheita das olivas é lá pra Novembro, minhas atividades foram basicamente ajudar com a manutenção e plantio da horta, fazer pequenos reparos em cercas e renovar cadeiras, ajudar com a cozinha nos dias que tínhamos clientes, pois eles também tem um restaurante vegetariano e ir para as montanhas com o meu host para ajuda-lo na marcação com caminhos e manutenção das trilhas (que era a parte que eu mais amava em fazer). Passei um mês nessa fazenda que está em um lugar incrível com muita natureza e muito verde, e ao mesmo tempo muito perto de Roma o que possibilitava que eu fosse a exposições ou simplesmente turistar.
No mês de abril fui para a França onde fiquei em uma fazenda que produzia muitos legumes, verduras, frutas e vegetais em geral. Depois de todo o trabalho da semana com o plantio, preparo da terra e colheita o host passava o sábado e o domingo em duas feiras diferentes vendendo seus produtos. O trabalho era bem diferente da primeira fazenda em que fiquei na Itália e a dinâmica da família também, mas ambos sempre me respeitaram muito, fizeram o possível para que eu me sentisse em casa e sempre se interessavam pelo meu país, minha língua e minha cultura.
Gostei tanto da experiência e me dei tão bem com as duas famílias que esse ano voltei para a Itália na mesma fazenda para mais dois meses de WWOOF. Mas dessa vez voltei também como amiga e agora quase voltando para o Brasil sei que eles me consideram também parte da família.
Como pessoa e como psicóloga eu recomendo o WWOOF pra todo mundo. Desde os 18 até os 80. É uma forma incrível de se conhecer novas culturas, novos paladares e sabores e mais do que tudo de se conhecer. E poder ter tudo isso em fazendas orgânicas onde geralmente as pessoas pensam de maneira mais ecológica e se preocupam verdadeiramente com a maneira como se alimentam e como vivem em harmonia com a natureza é um presente maior ainda.
Muitas pessoas me questionaram do porque ir para fazendas orgânicas fazer voluntariado se eu era uma psicóloga. Para mim isso fazia sentido desde sempre, mas agora faz muito mais. Não sou a mesma pessoa que era antes, minha maneira de ver o mundo e de compreender as pessoas ampliou de uma maneira absurda. Hoje vejo muito mais além e me sinto muito mais empática as diferenças que me rondam e as dores e delícias de se ser o que se é independente para onde você vá.
Também preciso dizer que fazer tudo isso sozinha me deu uma outra perspectiva sobre as minhas capacidades e a possibilidade de mergulhar fundo dentro de mim.
Só tenho uma dica que acredito ser muito importante e que pode ser crucial para que você tenha uma boa experiência como WWOOFer: sempre peça para a fazenda que você possivelmente vá ficar o email de voluntários que já estiveram lá e entre em contato com eles para saber sobre sua experiência, como é a rotina de trabalho e como eles foram recebidos pela família. Eu fiz isso com ambas fazendas e só tive incríveis momentos e belas surpresas com as duas. Conheço outros wwoofers que não tiveram a mesma sorte que eu e acabaram em lugares não muito interessantes, o que poderia ser evitado caso eles soubessem mais sobre a fazenda além da descrição que os mesmos coloram no site do projeto.
Enfrentem seus medos de viajarem sozinhos para lugares desconhecidos, o mundo é grande demais e cheio de lugares lindos e pessoas incríveis para se conhecer.
Eu fiz um blog para registrar um pouco de todas essas viagens. Caso queira saber mais sobre é só acessar aqui."

Itália.
 Itália
 França.
 França.
 França.

Hian Carvalho. 

"WWOOFing era algo que conheci dois anos antes de ir para Irlanda e sempre tive vontade de fazer, mas não encontrava oportunidade. Assim que minhas aulas terminaram em Dublin, decidi pagar a inscrição do site e procurar uma fazenda. Foram 30 e-mails enviados no primeiro dia é depois de uma semana recebendo "não", um fazendeiro me enviou uma mensagem dizendo que eu poderia ir a qualquer momento, só avisar. E assim o fiz. Fui muito bem recebido por ele, um ex-engenheiro do exército britânico e sua família, incluindo o gato mais preguiçoso que já vi. Ele me pegou de carro em Dundalk, a cidade mais próxima, junto com outra WWOOFer, alemã. Até ali eu não sabia o que poderia me esperar nos quase dois meses que passei ali. Todos ali tinham muito o que contar e conversávamos sempre, observamos as estrelas, andamos pelas colinas e fazendas ao redor e até controlamos invasões de ovelhas quando o inverno se foi. O filho do dono tinha um dom inacreditável no violão e claro que não deixamos de ter noites com folk irlandês. Ele, o dono do lugar, gostava que cozinhássemos, mas meus dotes culinários não eram dos melhores. Cheguei sabendo malmente fazer macarrão e saí até fazendo tortas diversas. Ele sempre empolgado quando queríamos fazer algo, comprava logo todos os ingredientes. Aprendi a cortar lenha, jardinagem, receitas culinárias, apreciar mais a natureza e um céu de interior, tão cheio de estrelas. Fui trabalhar na chuva, na neve (sim, tivemos uns bons dias de neve), no vento forte e valeu a pena, valeu tudo. É o tipo de experiência louca que vai ficar comigo para sempre e todos os amigos que fiz lá. Só não faça como eu e tente achar um lugar "pra hoje", pois achar um lugar tão rápido é sorte."

Outros blogs com relatos ótimos:

  • Blog da Thelma Alves e Tadeu Arcolini: post super detalhado e com uma ótima história, vale a pena ler e ver quanto essa experiência pode ser legal, aproveite e explore o blog, pois eles já viajaram para mais de 150 cidades pelo mundo e fizeram uma volta ao mundo em 365 dias

  • Blog da Marcela Souza e do Guigo Lopes: Eles estão viajando pelo programa work exchange e lá tem várias dicas, desde como montar um bom perfil para voluntário, o dia a dia com a host family, etc. Olha só um pequeno textinho deles antes de encontrar a host family, que nervoso bom:

"Apesar de ter sido planejado, estávamos prestes a ir para a casa de uma família que nunca vimos na vida, em um outro país, com uma língua que não dominamos. Não podíamos imaginar a intensidade em que os receios começavam a explodir dentro de nós. Como vai ser? E se eles forem malucos? E se a gente não se adaptar? Nosso inglês capenga vai ser suficiente? Será que o lugar é muito isolado? E se o rango for estranho? Será que eles são muito diferentes de nós?" Marcela Souza e Guigo Lopes.

Obrigada a todos que se disponibilizaram a escrever para o blog, e espero que esses relatos e dicas ajudem a quem está interessado em viajar, para mim foi ótimo e muito esclarecedor, sem falar que a vontade de viajar pelo WWOOF só aumentou.