12 de jan de 2013

Frida Kahlo.


Eu sou muito fã da Frida Kahlo, e ela é um dos motivos por eu querer tanto ir ao México.

Eu já conhecia bem a história da Frida, lia bastante na internet, assisti o filme, etc. Mas ano passado eu finalmente comprei a biografia em português e pude descobrir detalhes que eu não sabia.

Ela teve poliomielite quando criança, e quando era adolescente sofreu um grave acidente que mudou a sua vida! Por causa desse acidente ela nunca pode ter filhos, que era o seu grande sonho, e por causa desse acidente, ela teve que fazer muitas operações na coluna e no pé, por isso era normal ela ter que passar meses na cama em recuperação. Ela sofreu muito com essas cirurgias e com os abortos.

O sofrimento era a sua grande inspiração, Frida dizia: “Eu nunca pintei sonhos. Eu pintei a minha própria realidade”. “No hay remedio. É preciso suportar”. E o seu lema era “Árvore da Esperança, mantenha-se firme” 
É evidente que ela sofreu muito, mas com isso ela foi descobrindo a pintura, mas não pense que ela era uma pessoa triste que vivia chorando, não! Ela era muito alegre, todos gostavam muito dela, tinha muitos amigos, vivia recebendo cartas, presentes e visitas o dia todo. Até no jeito de se vestir ela era alegre. Se vestir era uma arte, ela gostava de ousar, bom, isso não é novidade né? Isso é fácil de ver. Só analisar um pouco os seus quadros. “ Kahlo tornava-se voyer de suas próprias emoções.” 

O Diego, seu marido, filho, amante, o seu tudo, estava sempre presente, mesmo com algumas eventuais separações. Ela amava muito ele, mas ao mesmo tempo, ele era motivo de grande sofrimento, já que era um galinha e não conseguia ter apenas uma mulher, mas bem, a Frida era assim também, teve muitos outros casos, com homens e mulheres. Para eles no final, o importante era o amor que eles sentiam um pelo outro. Certa vez Frida perguntou a Diego:"Pra que eu vivo?Com que propósito?”, e ele respondeu. “Para que eu viva” . E foi assim, até o último minuto da vida de Frida.

Em 1953 a Frida ficou muito doente, teve gangrena no pé e mais complicações na coluna. Ela ficou meses internada e não suportava ficar sozinha, às vezes fingia estar pior do que estava, só para o Diego passar mais tempo no hospital. Ela foi levando, levando, até que a notícia que ela temia, apareceu: ela teria que amputar a perna. “Pés, para que os quero se tenho asas para voar.”  Isso acabou com Kahlo, ela se transformou, ficou totalmente deprimida, tentou se matar algumas vezes, era agressiva sem motivos, é, ela estava na pior.

Sua saúde estava por um fio, mas mesmo assim ela não deixou de ir em uma passeata comunista, e como resultado, ganhou uma bela pneumonia. Como ela estava muito ruim, sua amiga achou que ela merecia uma homenagem enquanto estivesse viva, mas ela estava tão doente, que teve que ser levada na cama até a exposição.  Ela foi colocada no meio do salão, como parte da obra. Tanta, mas tanta gente foi ver Kahlo, que ela teve que ser retirada, pois estava quase sendo sufocada.

Bom..um dia antes de dormir ela deu um anel para o Diego, e morreu dormindo.
Diego ficou inconsolável, não falava com ninguém, o seu grande motivo de viver, tinha acabado de morrer.

Frida foi cremada, como queria. Ela disse que já tinha passado tempo demais deitada e não queria ficar assim na morte também. Um tempo antes ela tinha pintado um girassol e no meio o rosto dela, e dizem que quando ela entrou para ser cremada (ela estava sentada em um carrinho que entrava no lugar com o fogo), o cabelo dela pegou fogo, e ela ficou parecendo o girassol que havia pintado. (estranho, né?)

Foi tão triste ler sobre a morte dela, eu senti como se eu fosse uma amiga dela. Eu ficava torcendo para ela levantar daquela cama e ir em frente-mesmo sabendo o que aconteceria.
Espero ir pro México em breve, muito breve e visitar a Casa Azul :)

Alguém já foi na Casa Azul no México?O que acharam?



                                                                                     Um dos meus quadros preferidos dela.






















Beijos, até mais.

Um comentário:

  1. Oi Beth, em primeiro lugar, muito obrigada pelas palavras sobre a morte do Tufão. Eu estou um pouco mais consolada, mesmo porque ele também foi enterrado no jardim aqui de casa, e assim sempre posso 'olhar' pra ele. Sinto muito pelo Dracon também, eu não sabia como era perder um bicho de estimação, não imaginei que pudesse doer tanto. A gente se apega demais, né... e olha a coincidência: por aqui também apareceu mariposa preta, não sabia que elas eram um sinal de morte, achei que era só porque tinha chovido muito, mas agora que tu falou fiquei pensando nisso como um sinal. Em todo caso, pra mim, a morte estava visível nos olhos do meu cão, e acho que isso foi mais assustador do que qualquer mariposa...

    Sobre o seu post: adorei, pois, acredite ou não, também sou grande fã da Frida Kahlo! Na adolescência eu a descobri e desde então, ela virou ícone de força e paixão. Ainda guardo cadernos da escola onde eu costumava rabiscar frases dela, que me ajudavam a encontrar força nas horas difíceis (minha adolescência foi um drama, rs...)

    Não sabia de alguns detalhes que tu escreveu (o do girassol me arrepiou), e também nunca li uma biografia assim dela. O livro é bem bonito por sinal. E ah, que mal pergunte, mas o que seriam essas fichinhas rosas? Marcações de frases ou partes preferidas? :)

    E quanto ao México, nossa, morro de vontade de aparecer por lá. Adoraria visitar o museu da Casa Azul! Tomara que a gente consiga realizar isso algum dia...

    Beijos!

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